Ajuda do tiro prático
Fluxos e integridade dos resultados
Esta página explica, de ponta a ponta, como um resultado nasce, é assinado, protegido, corrigido e — quando preciso — zerado ou restaurado. É a referência para o atleta, o RO e o staff terem certeza da integridade do que está no sistema.
1. Como uma prova se monta (onboarding e dependências)
Antes do primeiro tiro, a entidade monta a estrutura nesta ordem — cada peça depende da anterior:
- Prova (Match): o evento em si. Pode fazer parte de um campeonato e ter Main Matches (dias/turnos) para organizar o schedule.
- Área: agrupa stages próximas; é o território do CRO (Area Chief).
- Stage (pista): onde se atira. Além das stages de tiro, a prova pode ter stages especiais de cronógrafo e de check de equipamento.
- Squad: o grupo que gira junto pelas stages, com ordem de tiro fixa que rotaciona a cada pista (quem abriu a pista 1 não abre a pista 2).
- Atleta: a inscrição vale para aquela prova — divisão, fator (Major/Minor), categoria e squad. Sem PIN ainda? Em prova com check de equipamento, o PIN é criado no check; sem check, no primeiro lançamento.
- Inscrição pública: a prova nasce com o link /i/ fechado — só aceita inscrição com “Permitir inscrição pública” ligado, status Aberta e dentro do prazo. Fechado, a equipe inscreve por dentro normalmente.
- RO: recebe login da entidade e é escalado por stage — ele só lança score nas stages que lhe foram atribuídas.
1.1 O dia do RO, em uma linha
2. Quem assina o quê (integridade)
Todo resultado tem duas assinaturas: a do RO (quem lançou) e a confirmação do atleta (o PIN de 4 dígitos digitado na tela). Sobre esses dados o sistema calcula um hash criptográfico (HMAC) que gruda a grade de alvos, o tempo, os pontos, o Hit Factor e a versão ao registro.
- A cada leitura o hash é recalculado e comparado. Se alguém alterar o dado fora do fluxo normal (direto no banco, por exemplo), o resumo do score mostra o alerta “Violado” — e o histórico do slot mostra o que mudou.
- Quando o staff aprova sem o PIN (atleta ausente), a confirmação é assinada pela identidade de quem aprovou (gestor / RM / Stats / CRO) e isso fica registrado no resultado — o selo “Aprovado sem PIN” aparece no resumo.
- Nenhuma edição apaga nada: toda mudança grava uma linha no histórico append-only (quem, quando, o quê, por quê).
2.1 De onde vem o PIN
O PIN é criado uma vez por prova e vale para todas as inscrições do atleta naquela prova (multi-divisão usa o mesmo PIN). Ele pode nascer em três lugares:
- No primeiro lançamento sem PIN (prova sem check), a tela do RO avisa de forma discreta que será preciso criar o PIN e aprovar com ele na sequência.
- Em prova com check, a tela de lançar volta a oferecer a criação do PIN quando o check daquela inscrição já está feito — é o caminho de volta de quem teve o PIN reiniciado depois do check. Com o check pendente, o PIN continua nascendo no check.
- Reiniciar o PIN é ação de gestor / RM / Stats, fica registrada na auditoria da prova e só aparece para quem já tem PIN — o primeiro PIN segue nascendo na inscrição, no check ou no primeiro resultado.
- Com a inscrição pública fechada, ou sem a opção “Permitir PIN pelo portal do atleta”, o portal não altera PIN — o caminho é o campo (check ou primeiro lançamento).
- Tentativas erradas em sequência bloqueiam temporariamente o PIN daquele atleta.
3. Lançar um score
- Enquanto o RO preenche, o sistema salva um rascunho (status Aberto) — sem PIN, sem valor no ranking. Só o score confirmado (Bloqueado) conta.
- Duas pessoas não conseguem editar o mesmo atleta+pista ao mesmo tempo (trava de edição com validade curta) — e um segundo lançamento do mesmo slot é rejeitado.
- Errou o PIN várias vezes? O sistema bloqueia temporariamente novas tentativas.
3.1 Check de equipamento (quando a prova usa)
A prova escolhe o modo: sem check, check na primeira pista do squad, ou check antes da prova (por RO autorizado). Com check habilitado, nenhum score sai antes de o equipamento daquela divisão estar conferido.
- O check é por equipamento + divisão: atleta em duas divisões tem um check para cada equipamento declarado.
- O check tem a mesma mecânica de assinatura do score: sem o PIN do atleta ele não conclui — e é por isso que, nessas provas, o PIN nasce aqui.
- Check pendente bloqueia o lançamento: a tela do RO avisa e aponta o atalho para o check.
4. Corrigir, reshoot e aprovações
Score bloqueado não se edita por conta própria. Há dois caminhos, sempre com motivo registrado e autorização de RM / Stats / CRO (ou edição direta do gestor, também com motivo):
- Correção: o mesmo score é editado uma única vez (ex.: erro de digitação). Para divergência de overlay a prova pode exigir 2ª conferência de outro oficial antes.
- Reshoot: o score antigo sai do ranking (fica no histórico) e o atleta repete a stage — o RO lança uma linha nova.
- Toda autorização mostra quem autorizou, o motivo oficial e quando foi usada ou revogada.
5. DQ (desqualificação)
O DQ segue as regras IPSC 10.4–10.7 e é tratado como um resultado: tem motivo oficial, assinatura e histórico próprio.
- Quando o próprio RM / Stats / CRO / gestor solicita o DQ, ele é confirmado na hora (não faz sentido aprovar a própria solicitação).
- Na confirmação, todos os stages do atleta ficam Zerado (DQ): os resultados já atirados são zerados preservando o original no histórico; pistas ainda não atiradas ganham um zero de DQ.
- O atleta aparece ao final da divisão como DQ, sem posição competitiva.
- Cronógrafo (Power Factor): na stage de crono, a medição é assinada com o PIN do atleta. PF abaixo do mínimo do fator inscrito → DQ automático (CRONO.PF) e os scores saem do ranking; uma nova medição válida reverte só esse DQ — outros DQs oficiais permanecem.
5.1 Reverter um DQ
O RM ou o gestor pode reverter um DQ confirmado — no painel de DQ dos oficiais ou direto na lista de inscrições (linha vermelha, botão Reverter DQ). O modal mostra exatamente o que vai acontecer antes de confirmar:
- Resultados zerados pelo DQ → voltam exatamente como estavam (pontos, HF, tempo, procedurais), re-assinados.
- O stage onde o DQ aconteceu → volta como score Aberto para o RO/RM revalidar (a passada foi interrompida); o que estava lançado permanece no histórico.
- Pistas que só tinham o zero de DQ → o zero é removido e a pista fica liberada para lançar normalmente, sem precisar de autorização.
6. DNF e Zero Stage
- DNF de uma pista (Did Not Finish): o RO marca DNF com uma observação obrigatória — aquela stage grava score zero (HF 0) e o atleta segue normal nas demais.
- DNF da prova (gestão): o atleta sai das listas de tiro e todas as pistas sem resultado ganham zero; resultados reais já lançados ficam valendo.
- Zero Stage é como esses zeros aparecem nos painéis de acompanhamento — um zero operacional, diferente de um DQ.
- Reativar (RM / gestor): remove só os zeros de DNF; as pistas voltam a aceitar lançamento normal, sem autorização extra. Scores reais não são tocados.
- Diferença para o DQ: o atleta com DNF continua no ranking (com os zeros); o DQ remove do ranking e zera tudo. Um não sobrescreve o outro — para dar DQ num atleta DNF (ou vice-versa) é preciso resolver o status atual primeiro.
7. Presença e ausência (Absent / No-show)
- Presença (Presente / No-show) é um check-in operacional — serve para o squad saber quem está no campo. No-show não é DNF e não zera nada.
- Ao concluir o check de equipamento ou lançar o primeiro resultado, o sistema marca o atleta como Presente automaticamente.
- Nos rankings, a pista sem resultado aparece como ausente (—) até o score ser lançado; ela não vale ponto e conta como pendência no progresso da prova.
8. Recursos (protestos) do atleta
Se a prova permitir, o atleta pode contestar um resultado (score, DQ, stage…) pelo próprio portal — e a decisão fica registrada como tudo o mais.
- A prova controla se aceita recursos (“Permitir recursos pelo atleta”) e até quando (prazo próprio). Após o prazo não entram pedidos novos, mas os abertos ainda são decididos.
- O atleta acompanha o status e a resposta no portal; enquanto aberto, pode retirar o pedido.
- Se a prova publicar recursos no hub, o público vê somente os já decididos (procedente/improcedente) com o texto da decisão — pedidos abertos nunca aparecem.
9. Como conferir a integridade de um resultado
- Abra o resumo do score (pelo hub, verify ou listagem de resultados).
- Confira os selos dos hashes: OK = dado idêntico ao assinado; Violado = algo mudou fora do fluxo — investigue pelo histórico.
- Importado = lote histórico cuja assinatura não pode ser verificada. Não acusa adulteração, mas também não é prova de integridade.
- Veja o histórico do slot: cada versão mostra a grade completa da época, quem alterou, o motivo e a autorização usada.
- No DQ, o mesmo vale: solicitação, confirmação, zeragem e reversão ficam na linha do tempo do DQ, com as assinaturas de cada passo.